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Sexta-feira, 12 de Junho 2026
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Notícias/Policial

A pedido do MPPR, Judiciário afasta das funções professor da rede pública de Iporã investigado por exibir arma de fogo a alunos em sala de aula

Decisão judicial atendeu a pedido do Ministério Público do Paraná; caso envolve docente de 61 anos que teria mostrado a arma após se irritar com estudantes.

A pedido do MPPR, Judiciário afasta das funções professor da rede pública de Iporã investigado por exibir arma de fogo a alunos em sala de aula
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A Justiça de Iporã, no Noroeste do Paraná, determinou o afastamento das funções de um professor de 61 anos da rede pública municipal, investigado por exibir uma arma de fogo para alunos durante uma aula, a decisão atende a um pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR) e tem validade inicial de 90 dias.

As investigações começaram depois que a direção da escola acionou a Polícia Militar, ao ser informada por pais de alunos sobre o episódio, segundo relatos dos estudantes, o professor se irritou após ser atingido por uma bolinha de papel e, em seguida, retirou uma arma de sua mochila, mostrando-a à turma e dizendo frases como “vocês não sabem com quem estão mexendo”.

Imagens das câmeras de segurança instaladas na sala de aula confirmaram a conduta do docente, ao ser questionado pela direção e pelas autoridades, o professor afirmou que tudo não passou de uma “brincadeira” e alegou que o objeto seria um simulacro usado em aulas de teatro.

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O educador é investigado pelos crimes de ameaça (artigo 147 do Código Penal), porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (artigo 14 da Lei 10.826/2006) e por submeter criança ou adolescente a constrangimento (artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente).

Em sua manifestação, a Promotoria de Justiça de Iporã destacou que “não se trata de conduta adequada de um professor de adolescentes, expondo-os à relativização de violências e incentivando ao uso de armamento, independente de qual seja o contexto ou suposta brincadeira por ele realizada”.

A medida cautelar de afastamento busca preservar o andamento das investigações, caso descumpra a determinação, o professor poderá ter sua prisão preventiva decretada.

O Núcleo Regional de Educação de Umuarama foi notificado da decisão e deverá adotar as medidas necessárias, incluindo a substituição do docente nas turmas em que atuava, garantindo a continuidade do ensino aos alunos.

 

FONTE/CRÉDITOS: https://mppr.mp.br / Léo Miranda
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