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Domingo, 25 de Outubro 2026
Policial

Câmara dos Deputados Aprova Projeto que Permite Uso de Algemas em Adolescentes com Comportamento Agressivo

Projeto de lei ainda precisa ser analisado por duas comissões da Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados Aprova Projeto que Permite Uso de Algemas em Adolescentes com Comportamento Agressivo
Portal Paraná Urgente
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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, em novembro, um projeto de lei que autoriza o uso de algemas em adolescentes autores de atos infracionais em situações de reação violenta, risco iminente de fuga ou comportamentos que dificultem a ação policial. O texto, que ainda será analisado por outras duas comissões, também proíbe a condução de adolescentes em compartimentos fechados de viaturas policiais nesses casos.

O que muda

O projeto de lei 2582/24, de autoria do deputado Capitão Alden (PL-BA), com substitutivo do relator deputado Sargento Portugal (Pode-RJ), propõe mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Atualmente, o ECA proíbe que adolescentes sejam transportados em condições que atentem contra sua dignidade ou coloquem em risco sua integridade física ou mental.

Entre os comportamentos considerados atentatórios à ação policial, a proposta lista:

Leia Também:

  • Agressividade: movimentos bruscos e contrários às ordens policiais;
  • Arrogância: uso de linguagem depreciativa em relação aos policiais;
  • Desobediência: atraso ou recusa em cumprir orientações;
  • Resistência: emprego de violência ou grave ameaça;
  • Subtração de equipamento: tentativa de tomar armas ou materiais de proteção dos policiais.

Segundo o relator, em situações de confronto, o uso de algemas seria uma medida preventiva para evitar a escalada da violência e o uso de força letal. O texto original exigia justificativa por escrito para o uso de algemas, mas essa exigência foi retirada por ser considerada “burocrática e impraticável” em emergências.

Divergências

A proposta enfrenta resistência. A deputada Duda Salabert (PDT-MG) apresentou voto contrário, argumentando que os critérios listados, como “arrogância” e “agressividade”, são subjetivos e podem abrir margem para interpretações arbitrárias e abordagens discriminatórias.

“O projeto enfraquece o sistema de garantias de direitos ao criar critérios imprecisos, expondo adolescentes a situações de violência e violando a Constituição”, afirmou a deputada.

Próximos passos

Para avançar, o projeto precisa ser analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para votação no Senado.

Se aprovado, o projeto trará mudanças significativas na abordagem policial a adolescentes em conflito com a lei, dividindo opiniões sobre os limites entre segurança pública e proteção de direitos.

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FONTE/CRÉDITOS: Portal Paraná Urgente
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