A defesa de Diego Augusto de Lima Santos, investigado pela morte de Danilo Roger Bido, divulgou nesta sexta-feira uma nota pedindo cautela na interpretação das informações preliminares do caso, especialmente quanto à confissão apresentada à Polícia Civil. Os advogados afirmam que o suspeito é portador de esquizofrenia paranoide, condição que, segundo eles, pode comprometer a fidelidade de suas declarações.
De acordo com os advogados Delfer Dalque de Freitas e Cleriston Dalque de Freitas, Diego é acompanhado por especialistas desde os sete anos e possui diagnóstico de esquizofrenia paranoide, transtorno que pode provocar delírios, distorções da realidade e confusões de memória, especialmente em situações de forte estresse.
A defesa alerta que qualquer confissão deve ser tratada com extremo rigor técnico, destacando que:
- É prematuro afirmar a veracidade integral dos fatos apenas com base no depoimento.
- É necessário verificar se a narrativa tem aderência à realidade ou se decorre de possíveis “construções fantasiosas” causadas pela doença.
- A confissão não pode ser tomada como verdade definitiva antes de avaliação psiquiátrica detalhada e confronto com provas materiais.
A banca aguarda laudos técnicos e exames periciais para avaliar se o relato corresponde aos fatos ou se é resultado do transtorno psiquiátrico.
A defesa, constituída pela família de Diego após o primeiro depoimento, também comentou pontos específicos citados na investigação, ressaltando que nenhuma evidência isolada é suficiente para determinar culpabilidade.
Digitais: Os advogados afirmam ter conhecimento da menção à coincidência de impressões digitais, mas informam que estão analisando a cadeia de custódia, a metodologia utilizada e a integridade do material antes de qualquer manifestação conclusiva.
Suposta arma do crime: A equipe jurídica apura as circunstâncias em que o objeto foi encontrado e reforça que a confirmação de sua relação com o crime depende de laudos oficiais.
Outros possíveis homicídios: As declarações de Diego envolvendo supostos crimes adicionais também, segundo a defesa, exigem cautela e somente poderão ser avaliadas após perícia médica especializada.
A defesa enfatiza que confia no trabalho da Polícia Civil, mas reforça que o devido processo legal exige análise técnica das provas e atenção à condição de saúde mental do investigado. A nota finaliza afirmando que qualquer conclusão definitiva sobre culpa seria irresponsável neste momento, já que as investigações seguem em fase preliminar.
AbdallahNews