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Quarta-feira, 11 de Fevereiro 2026

Notícias/Policial

Força Nacional reforça segurança em Guaíra após ataques a indígenas, mas atuação é criticada

Aumento de efetivo visa garantir segurança na região fronteiriça após ataques a indígenas, mas ação da Força Nacional enfrenta críticas de lideranças indígenas.

Força Nacional reforça segurança em Guaíra após ataques a indígenas, mas atuação é criticada
Reprodução Cimi
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) anunciou o aumento de 50% no efetivo da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) na Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá, localizada entre os municípios de Guaíra e Terra Roxa, a medida foi tomada após ataques a tiros que feriram quatro indígenas da comunidade Yvy Okaju, do povo Avá-Guarani, na noite de sexta-feira 03/01.

As vítimas, incluindo uma criança e três adultos, foram atingidas por disparos de arma de fogo, com lesões nas pernas, costas e maxilar, as vítimas foram encaminhadas para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Guaíra e o Hospital Bom Jesus, em Toledo. A Força Nacional foi informada sobre o ataque por volta das 21h da sexta-feira e, no dia seguinte, o MJSP determinou o reforço da segurança na região.

Em novembro de 2024, o MJSP já havia autorizado a atuação da Força Nacional por 90 dias em apoio à Fundação Nacional do Índio (Funai) na terra indígena, desde o aumento de efetivo, equipes estão em prontidão para intensificar o patrulhamento na área e auxiliar na realocação de moradores para áreas mais seguras dentro da aldeia.

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A Superintendência da Polícia Federal do Paraná também está conduzindo as investigações para identificar os responsáveis pelos disparos, enquanto a Força Nacional realiza patrulhamento conjunto com a Polícia Militar do Paraná.

Críticas à atuação da Força Nacional

Apesar das ações de reforço, a atuação da Força Nacional tem sido alvo de críticas por parte de entidades indígenas. Em uma nota divulgada neste sábado (4), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a Comissão Guarani Yvyrupa (CGY), a Articulação dos Povos Indígenas do Sul do Brasil (Arpin Sul), a Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (Arpin Sudeste) e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) afirmam que a Força Nacional tem chegado tarde aos locais de ataque.

"As autoridades são constantemente acionadas, mas as respostas são sempre tardias, depois que os indígenas já foram agredidos", criticaram as entidades, que também denunciam o aumento da violência na região desde o final de 2024.

Conflitos persistem

A região tem sido palco de intensos conflitos desde o final de dezembro, com ataques a tiros, lançamento de bombas e incêndios em vegetação e moradias, a violência está diretamente ligada ao processo de demarcação da Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá, que ainda aguarda sua conclusão.

O Ministério da Justiça reafirma que todas as ações estão sendo tratadas com máxima prioridade, visando evitar novos episódios de violência e garantir a proteção da comunidade indígena, as forças de segurança continuam mobilizadas e a vigilância na área permanece constante.

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FONTE/CRÉDITOS: MS Notícias / LÉO MIRANDA
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