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Sexta-feira, 01 de Maio 2026

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Gripe aviária mata lobos e leões-marinhos em praias do Sul

Cientistas já registram 548 animais mortos desde 1° de outubro no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina; vírus ameaça a avicultura e a saúde humana.

Gripe aviária mata lobos e leões-marinhos em praias do Sul
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O vírus da influenza (gripe) aviária de alta patogenicidade (IAAP/H5N1), que ameaça a avicultura e a saúde humana, chegou às praias do Sul do país. Ele causa a maior mortalidade de leões e lobos-marinhos já registrada no Brasil. De 1º de outubro até ontem, 548 animais mortos haviam sido contados por cientistas no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

O Ministério da Agricultura e Pecuária, que coordena as ações contra a gripe aviária, diz que estão sendo adotadas medidas de biossegurança em granjas comerciais e feita vigilância sanitária, com investigação de novos casos em aves e outros animais.

A estratégia é identificar e enterrar rapidamente os corpos dos animais mortos. O ministério contabiliza, desde 15 de maio, 134 focos da influenza H5N1 em animais domésticos e silvestres. Mas cada um desses focos reúne um ou mais casos.

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A devastação impressiona especialistas em pinípedes (grupo de animais que inclui os lobos e leões-marinhos). Estudiosa dessas espécies há três décadas, Larissa de Oliveira, professora do Laboratório de Ecologia de Mamíferos da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), destaca que a população estimada no Brasil em colônias em terra é de entre 500 e 800 animais. Na conta, não entram os que ficam no mar.

— Nunca pensamos em ver algo assim, uma devastação. Os lobos e leões têm se mostrado extremamente suscetíveis, e é importante conter o vírus. A população precisa saber como proceder — afirma ela.

Mantenha distância

Os especialistas e autoridades sanitárias orientam a população a não se aproximar e muito menos tocar em qualquer animal marinho, morto ou vivo, com ou sem sintomas de doença. Também pedem à população para evitar que cães e outros animais domésticos se aproximem de aves, lobos e leões-marinhos já que podem ser, potencialmente, infectados.

Outra orientação, enfatiza Jeferson Pires, coordenador do Centro de Recuperação de Animais Silvestres da Estácio Vargem Pequena, no Rio de Janeiro, é informar imediatamente qualquer caso suspeito às autoridades de saúde animal.

— Em qualquer lugar do país, ao se encontrar um animal com sintomas de doença, não se deve tentar resgatá-lo, mas chamar o serviço veterinário oficial — recomenda Pires.

Oliveira e outros especialistas pedem especial atenção com os cães, principalmente os que andam soltos nas praias.

— Eles remexem os animais mortos e doentes e podem levar o vírus para as cidades. É um risco para eles, para as pessoas e para outros animais — frisa Oliveira.

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