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Segunda-feira, 20 de Abril 2026

Notícias/Social News

Júri popular condena homem a mais de 40 anos por feminicídio em Iporã após mais de 12 horas de julgamento

Sentença reconhece agravantes, mantém réu preso e aplica nova legislação mais rigorosa para crimes contra a mulher

Júri popular condena homem a mais de 40 anos por feminicídio em Iporã após mais de 12 horas de julgamento
Léo Miranda
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Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira dia 24, a movimentação em frente ao Fórum de Iporã já indicava que o dia seria diferente, familiares, moradores e autoridades começaram a chegar antes mesmo das 9h, horário marcado para o início do julgamento de Henrique Aguiar Matheus, acusado pela morte de Clarice da Silva Mateo, de 29 anos.

A equipe do AbdallahNews acompanhou toda a sessão, que se estendeu por mais de 12 horas, o julgamento foi marcado por momentos de silêncio absoluto, tensão entre os presentes e expectativa crescente a cada etapa do processo.

Dentro do plenário, o clima era carregado, de um lado, a dor da família da vítima; do outro, a apreensão em torno do destino do réu, ao longo do dia, depoimentos, argumentos da acusação e da defesa, além da análise das provas, reconstruíram os fatos que abalaram a cidade.

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A sessão foi presidida pela juíza Polyanna Tamaio Zanineli, a acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Filipe Rocha e Silva, com assistência da advogada Juliete Patrícia Souza Vilela, já a defesa ficou sob responsabilidade do advogado Brener Henrique Hilles Heim.

Durante o julgamento, a mãe do réu passou mal e precisou de atendimento médico, ela foi levada até a entrada do fórum, onde recebeu os primeiros socorros de uma equipe de emergência, após a constatação de pressão arterial elevada, foi encaminhada ao Pronto Socorro de Iporã.

Apesar do episódio, a sessão seguiu normalmente até a noite, após horas de debates, o Conselho de Sentença, formado por sete jurados, anunciou a decisão: condenação.

Na leitura da sentença, o silêncio tomou conta do plenário, a juíza detalhou que o réu foi condenado por feminicídio qualificado, com agravantes como o uso de fogo e o recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de maus-tratos a animais com resultado morte.

A pena pelo feminicídio foi fixada em 37 anos e seis meses de reclusão, já pelo crime contra os animais, a condenação foi de dois anos e oito meses, somadas, as penas chegaram a 40 anos e dois meses de prisão, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado.

A magistrada também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, determinando o início imediato do cumprimento da pena, além disso, foi fixada indenização de R$ 15 mil para cada sucessor da vítima.

O caso ganha ainda mais relevância por ocorrer sob a nova legislação que trata o feminicídio como crime autônomo no Código Penal, reforçando o rigor das punições em casos de violência contra a mulher.

Clarice tinha 29 anos e deixou duas filhas, ao longo do julgamento, a presença da família e o silêncio carregado de emoção lembravam constantemente que, além do processo, existe uma história interrompida e vidas marcadas para sempre.

Do lado de fora do fórum e nas redes sociais, a mobilização por justiça acompanhou cada momento do julgamento, quando a sessão foi encerrada, já à noite, o sentimento era de um dia longo, intenso e que dificilmente será esquecido pela comunidade de Iporã.

A equipe AbdallahNews em respeito às famílias envolvidas, este caso reforça a importância de tratar a dor com sensibilidade e responsabilidade, que a busca por justiça caminhe sempre ao lado da empatia, preservando a dignidade de todos os que, de alguma forma, foram impactados por essa tragédia.

FONTE/CRÉDITOS: Léo Miranda
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