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Quinta-feira, 05 de Novembro 2026
Mundo

Presidente do Paraguai renuncia em meio a grave crise financeira e pressão por impeachment

Santiago Peña anunciou a decisão nesta quinta-feira (5), após o fechamento do Ueno Bank, instituição que deixou milhões de clientes sem acesso ao dinheiro. Congresso deverá analisar a renúncia.

Presidente do Paraguai renuncia em meio a grave crise financeira e pressão por impeachment
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O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira dia 5, sua renúncia à Presidência da República, em meio a uma grave crise política e financeira que atinge o país, a decisão foi comunicada por meio de um pronunciamento em vídeo publicado nas redes sociais, enquanto parlamentares discutiam o avanço de um processo de impeachment contra o chefe do Executivo.

A crise ganhou força após o fechamento do Ueno Bank, uma das principais instituições financeiras do Paraguai, que teve suas operações interrompidas na terça-feira dia 3, depois que o Banco Central identificou problemas graves nos indicadores de solvência da instituição.

O banco possuía aproximadamente 2,9 milhões de clientes e administrava centenas de milhões de dólares em recursos públicos, com a intervenção, milhares de correntistas ficaram sem acesso às próprias economias, provocando manifestações e cobranças por explicações das autoridades.

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A situação ganhou dimensão política porque Santiago Peña teve participação societária no Grupo Vázquez, controlador do Ueno Bank, até março de 2025, a relação entre o presidente e o grupo empresarial passou a ser questionada por parlamentares da oposição, especialmente diante das suspeitas de concessão de empréstimos a empresas relacionadas aos proprietários da instituição financeira e da presença de recursos públicos no banco.

As investigações também resultaram na detenção de executivos ligados à instituição e no afastamento do então presidente do Banco Central paraguaio, Carlos Carvallo, que deixou o cargo a pedido de Peña.

No pronunciamento em que comunicou a decisão, Peña afirmou que sua saída tinha como objetivo preservar a estabilidade do país, a paz social e as instituições democráticas, o presidente também pediu desculpas à população caso tenha falhado em algum momento e afirmou que sua prioridade é garantir que os paraguaios prejudicados pela crise consigam recuperar seus recursos financeiros.

A renúncia foi anunciada justamente quando a Câmara dos Deputados discutia o processo de julgamento político contra o presidente, o Vice-presidente poderá assumir o governo, com a renúncia de Santiago Peña, o vice-presidente Pedro Alliana aparece como sucessor constitucional. Entretanto, a formalização da saída depende da análise e aceitação do Congresso paraguaio.

Caso a renúncia seja aceita, Alliana deverá assumir a Presidência e dar continuidade ao mandato, previsto para terminar em agosto de 2028, a situação representa um dos momentos mais delicados da política paraguaia nos últimos anos, com reflexos sobre a confiança da população no sistema financeiro e nas instituições governamentais.

A crise segue em desenvolvimento, e os próximos passos do Congresso serão fundamentais para definir a transição no comando do Paraguai.

FONTE/CRÉDITOS: Reuters / Associated Press (AP) / CNN Brasil / Agência EFE / ABC Color.
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