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Quarta-feira, 10 de Dezembro 2025
Tapas no rosto, xingamentos e hematomas: crianças que fugiram de abrigo no Paraná relataram violência física e psicológica

Policial

Tapas no rosto, xingamentos e hematomas: crianças que fugiram de abrigo no Paraná relataram violência física e psicológica

Escutas especializadas aos menores foram realizadas pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) da Polícia Civil (PC-PR). Prefeitura de Maringá disse que não foi notificada pelo Nucria e, caso seja, será aberto um procedimento para apurar a situação.

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O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) da Polícia Civil (PC-PR), divulgou nesta quinta-feira (29), o resultado de 10 escutas especializadas realizadas com crianças do Abrigo Municipal Infantil de Maringá, no norte do Paraná.

De acordo com a delegada Karen Nascimento, as crianças relataram agressões e violência psicológica dentro do abrigo. Servidores também foram ouvidos e falaram sobre problemas estruturais e falta de pessoal.

Desde o último domingo (25), em menos de três dias, quatro fugas de crianças foram registradas no abrigo. Em uma delas, houve uma confusão em que vidros foram quebrados com pedras, crianças foram vistas no telhado do prédio e servidores foram agredidos.

Segundo a delegada, as crianças narraram episódios em que uma das educadoras deu tapas no rosto de abrigados e um até um caso em que a funcionária segurou uma das meninas pelo pescoço. Uma das crianças, inclusive, estava com hematomas nos braços.

Uma testemunha também foi ouvida e contou que nesta semana viu uma das educadoras segurando forte no braço de uma das acolhidas e puxando o cabelo dela, em frente ao abrigo.

A delegada Karen informou que a suspeita é de que as agressões foram praticadas por uma servidora que passou a integrar o quadro de funcionários do abrigo neste ano. A servidora ainda será interrogada pela polícia.

Em outros relatos, as crianças disseram que presenciavam xingamentos e eram alvo de violência psicológica. Segundo a delegada, elas contaram que ouviam frases como: "se você não se comportar, eu vou separar vocês dos seus irmãos" e "você não tem família".

 

"São situações que as crianças que já estão ali por conta de uma situação de vulnerabilidade, de abandono, negligência e violência, e isso acaba gerando uma sessão de muita tristeza", disse a delegada.

 

Além das crianças, também foram ouvidas a diretora, a psicóloga e a assistente social do abrigo. A delegada informou que elas relataram uma série de dificuldades, como falta de servidores e problemas estruturais. Os servidores disseram ainda que o local deveria para ser um acolhimento provisório para algumas das crianças, mas que muitas estão abrigadas ali há muito tempo.

De acordo com a delegada, será enviado um ofício ao abrigo, para que possam ser realizadas escutas especializadas com o restante das crianças e para que outros servidores também sejam ouvidos. Ela ainda informou que a investigação vai apurar se foram cometidos crimes como lesão corporal, maus-tratos e agressões na instituição.

FONTE/CRÉDITOS: G1
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): google
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