Segundo Friedrich Nietzsche “ficar remoendo o passado é como um cão mascar pedras”, interessante entender a profundidade desta passagem citada pelo saudoso filósofo alemão, pois em pleno século XXI percebe-se diversas pessoas repetirem padrões que a muito tempo não condizem com a realidade atual, é notório críticas referentes a juventude, educação, criação e etc. Porém até que ponto realmente encontra-se base para sustentar questões que foram vigentes anos, décadas, e me arrisco a dizer até em séculos atrás. Vamos refletir a respeito?
Como já diria uma antiga analogia, se você prender um elefante ainda enquanto filhote através de um barbante em qualquer cerca, mesmo depois do seu desenvolvimento completo, por possuir a famosa “memória de elefante”, ele ainda vai acreditar que está preso e que não é capaz de usufruir da própria liberdade. Essa reflexão pode ser pertinente na vida de muitas pessoas que infelizmente desenvolveram uma espécie de fixação ou quem sabe o complexo de inferioridade que pode distorcer a realidade e causar prejuízos em diferentes áreas da vida.
Diferenciar o saudosismo da nostalgia se torna algo bastante importante para que se possa prosseguir de maneira saudável. Ao tratar do saudosismo nos recordamos com sentimentos nobres daquilo que se passou, já quando se pensa em nostalgia as lamentações e murmúrios subsidiam a negação em prol das atualizações. Andar no carrinho de rolimã, soltar pipa, brincar pelas ruas da cidade realmente ofertava muito prazer e satisfação, entretanto precisamos nos conscientizar de que assistir um seriado em qualquer streaming, jogar vídeo game de última geração, ou gastar tempo nas atividades de um smartfone também podem ser extremamente interessantes, pedagógicos e educativos.
Desta forma vale ressaltar o que já apontou grandes pensadores, como exemplo Chico Xavier quando citou que “quando morre um capim, nasce outro” e até mesmo enfatizar a velha máxima: é mais importante focar no desenvolvimento que no próprio destino, ou seja, desenvolver, transformar, progredir torna-se natural e prioritário. Contudo as contribuições científicas, religiosas, mitológicas, entre outras, contribuem no sentido de perceber que não tem como crescer aquilo que já está crescido e que deve-se buscar conquistar o novo e não aquilo que já nos pertence. Como já diria Albert Einstein quando estiver dentro de uma sala e que você se considere o mais inteligente, saia dela, caso contrário permanecerá estagnado, sem possibilidades de evolução, portanto Sente e Reflita.
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