Em diversas circunstâncias procuramos encontrar alguns protocolos, talvez até para evitar, segundo Sartre, “a angustia de lidar com as consequências de nossas próprias escolhas”, desta forma podemos desenvolver dificuldades que não existem, o que costumo chamar de problema facultativo, que acarreta na perda da naturalidade e leveza em determinadas situações. Questões como: minha namorada é minha melhor amiga? Eu devo contar tudo ao meu marido? Estas e outras indagações podem gerar conflitos e distorções, sendo assim vamos tentar explorar as reflexões que são capazes de amenizar o sofrimento.
No livro ‘Jesus e o Evangelho sobre a Luz da Psicologia Profunda’ os autores deixam claro, por exemplo, a importância da amizade na relação entre pais e filhos, entretanto no livro ‘Ordens do Amor’, o autor Bert Hellinger aponta para a necessidade da hierarquia nestas relações para que haja desenvolvimento saudável nos vínculos, com isso haverá bloqueios e resistências que podem incapacitar a inter-relação familiar.
Quando se trata de um relacionamento conjugal é importante que seja respeitado a individualização de ambos os envolvidos, pois como afirma Sigmund Freud, uma relação simbiótica, ou seja, sem delimitação, pode ocasionar sintomas devastadores levando inclusive à separação do casal. Questões afetivas também podem promover resistência e normalmente impedir que a relação se intensifique no âmbito fraternal, pois um amigo teoricamente oferece seu ombro para que o outro possa chorar suas lamentações amorosas, algo que jamais um cônjuge seria capaz de suportar.
Pode-se concluir então, como diria um antigo paciente que atendi ainda no período de estágio, “que cada coisa tem sua coisa”, ou seja, existem diferentes formas de amar e precisamos além de ter consciência, respeitar a posição que cada sujeito ocupa em nossas vidas, pois já diria Renato Russo “O sol nasce para todos”, portanto sente e reflita.
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