É fácil perceber que muitos dramaturgos utilizam do entretenimento de várias maneiras para prender a nossa atenção, como através de uma peça de teatro, filmes, novelas, etc. Entretanto, de maneira sútil, podem distorcer na ficção situações que na realidade podem ser muito duras e até geradoras de danos irreparáveis. Exemplo: o fim de um relacionamento que, quando romantizado, pode mascarar sintomas significativos. Vamos tentar então, através dessa reflexão, aderir a comportamentos preventivos e curativos quando necessário para amenizar e, se possível, evitar sentimentos autodestrutivos.
Perceber o fenômeno na sua totalidade pode ser um caminho interessante, pois ao entender que nossa atenção é seletiva, fica claro que nosso julgamento tende a ser parcial, ou seja, muitas vezes podemos lembrar apenas dos momentos de alegria que foram vividos. Porém, uma indagação básica e objetiva pode auxiliar na ampliação da consciência, como: se era tão bom, por que acabou?
Outro ponto relevante é a percepção do quanto nos sentimos confortáveis em uma pseudo posição de controle (utópica), pois quando pensamos que a responsabilidade é minha e que caso tivesse me comportado de maneira diferente, a relação seria mantida. Isso pode alimentar o ego através da falsa sensação de controle, o que se caracteriza como um tiro no pé, gerando culpa e responsabilidades incoerentes. Sendo assim, é necessário compreender que toda relação saudável parte de pressupostos bilaterais e não de uma única via.
Para concluir, pode-se então abominar algumas crenças disfuncionais do senso comum, como: “a dor do amor é com outro amor que a gente cura” — como já diz a canção — e perceber que estudos científicos comprovam a necessidade de elaboração do luto com cuidados indispensáveis, para que um momento de intensa dor possa servir para ressignificar, edificar e nos transformarmos em pessoas melhores. Pois, como já diria Friedrich Nietzsche, “aquilo que não mata, só nos faz fortalecer”.
Portanto, sente e reflita.
AbdallahNews