Como diria Raul Seixas “Minha cabeça só pensa aquilo que ela aprendeu. Por isso mesmo, eu não confio nela eu sou mais eu”. Através da linguagem simbólica utilizada por um dos maiores nomes da música popular brasileira, conseguimos compreender o quanto nosso conhecimento é limitado e como podemos estar enganados ao levar em conta aquilo que aprendemos. Através do senso comum muitas pessoas costumam dizer que quem ama cuida e como consequência sente ciúmes. Será mesmo? Vamos tentar elaborar um pouco mais a respeito.
O amor assim como outros sentimentos se trata de algo abstrato e subjetivo, entretanto quase que por unanimidade, grandes teóricos apontam para o mesmo como algo leve, sublime e satisfatório. Já no caso do ciúme trata-se de algo bem diferente, pois os sintomas como medo, ansiedade e até mesmo a culpa, estão intimamente relacionados com este sentimento que podem tornar tóxico qualquer tipo de relação, inclusive justificar o término temporário ou definitivo.
Ao pensar em algo tão nocivo e complexo como o ciúme, é extremamente importante compreender a natureza da queixa e o contexto sociocultural para conseguir amenizar as consequências, que podem ser catastróficas. Ao perceber algo como de quando ainda éramos crianças e nos sentíamos pertencentes aos nossos pais, pode-se assim notar que a aprendizagem sobre o amor começou de uma maneira deturpada, pois a sensação de posse não remete a construção de relacionamentos saudáveis e afetivos.
Logo se torna imprescindível a consciência e a maturidade de perceber as relações como um investimento, seja afetivo, de tempo, financeiro e que como qualquer outro é necessário que haja critérios rigorosos para que se possa investir. E quando colocamos como prioridade o caráter do sujeito, é o momento que o ciúme perde todo seu potencial, portanto sente e reflita.
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