Existem diversas formas de separações relacionais, por exemplo um divórcio na relação conjugal, uma separação gerada por uma mudança geográfica, o que afasta fisicamente o sujeito do seu ciclo social entre outros, mas como diria o artista Tiririca “Eu tento fugir de mim mesmo, mas em todo lugar que vou encontro comigo lá”, ou seja, parece que a única separação impossível de acontecer é em relação a nós mesmos. Desta forma me parece bastante coerente e prudente se tornar o nosso próprio melhor amigo.
Em várias circunstâncias ouvimos sugestões de líderes religiosos, psicólogos, do namorado (a), do vizinho e claro do nosso melhor amigo, porém nos distraímos ao fato de que todas as experiências passadas, o contexto e a construção sócio-cultural que fazemos parte, fica armazenado ao nosso próprio inconsciente, sendo assim uma alternativa relevante seria começar a dar ouvidos ao nosso íntimo pois as consequências de nossas próprias escolhas ficam por nossa conta.
Interessante também é nos permitimos viver com a qualidade de vida que desejamos aos mais próximos, com direito a lazer, namoro, uma vida com momentos de prazer e muita diversão, quando nosso melhor amigo se manifesta em busca de ajuda demonstramos fidelidade e estamos sempre dispostos a contribuir. Por estes motivos pode se perceber com extrema urgência a necessidade do olhar com o mesmo carinho e cuidado a nós mesmos.
Às vezes fico com a impressão de que a velha máxima “amar ao próximo como a ti mesmo” foi interpretada e internalizada de maneira parcial, pois comportamentos de amor próprio podem gerar críticas, ofensas e discriminação, considerando tal atitude como comportamento pecaminoso, mas com a ampliação da consciência e um olhar voltado para a totalidade conseguimos chegar à conclusão de que somos dignos de viver a vida com autoestima, pois para que eu possa cuidar de alguém eu preciso estar bem cuidado. Portanto sente e reflita.
AbdallahNews