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Domingo, 26 de Abril 2026

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SENTE E REFLITA

AS DIFERENÇAS ENTRE O DEVER E O DESEJO

SENTE E REFLITA
Léo Miranda
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AS DIFERENÇAS ENTRE O DEVER E O DESEJO

Vivemos em um contexto que apresenta diversas formas de misturas, desde algo banal como frutas na maionese de domingo, quesitos progressistas, exemplo: a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e até mesmo um retrocesso de misturas, como falar de religião na esfera política. Quando se fala de sentimentos, crenças e comportamentos não poderia ser diferente, ao entender que diante da opressão afetiva, crenças dogmáticas entre outras influências significativas, fica muito mais difícil acolher e perceber de maneira coerente nossas próprias emoções. No meio desta confusão acabamos misturando diversos conceitos importantes que nos confundem como aquilo que é dever com questões referentes aos desejos, de que maneira discernir então?

O dever pode ser considerado algo vago se não receber uma exploração pertinente e adequada, sendo assim, situações comuns como: filhos devem respeitar seus pais? Cidadão de bem não deveria cometer infrações? podem potencializar ainda mais a desordem psicológica. Gosto da classificação de um dos principais nomes da filosofia August Conte que diz sobre a importância de separar a ética da moral, pois ao se tratar de questões morais considera-se o juízo de valor, o que faz divergir as certezas de local para local e de tempos em tempos.

Para vários teóricos renomados, entre eles Sigmund Freud, o desejo tem extrema importância para que nós, humanos, possamos permanecer em constante movimento, evitando a qualquer custo a inércia, é válido perceber que o desejo caracteriza-se como algo insaciável, hipoteticamente pode-se pensar na situação de quando estamos namorando queremos casar, quando estamos casados queremos ter filhos, quando nascem as crianças queremos os netos e desta forma nos mantemos buscando sempre algo mais, entretanto vale-se ressaltar que o desejo não se trata necessariamente de algo racional, sendo assim pode acarretar efeitos colaterais de extrema gravidade.

No meio desta confusão fica então a necessidade da reflexão, pois antes de refutar qualquer sentimento se torna cada vez mais necessário o acolhimento das emoções para maior compreensão, buscar o auto conhecimento pode ser uma ferramenta poderosa na prevenção de sintomas, como a ansiedade depressão e até mesmo identificar vínculos vulneráveis e relacionamentos tóxicos, que se fazem presentes em diversas esferas.

Observação: Antes de chegar a qualquer tipo de conclusão pense, analise, revise, pois nem todo dever é um dever e nem todo desejo dever ser atendido. Já diz a velha máxima judaico-cristã “conhecereis a verdade e ela vos libertará.” Portanto, sente e reflita.

FONTE/CRÉDITOS: Ricardo Antunes Westphal

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