Como já diria um dos maiores nomes da música popular brasileira, Cazuza: “Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades”, continuamos de maneira inconsciente a repetir alguns padrões socioculturais, entretanto algumas evoluções são nítidas, como o avanço científico, tecnológico entre outros.
Vale ressaltar que com a evolução da tecnologia é de se chamar a atenção algo bem específico, como a transformação e a facilitação dos meios de comunicação, através da globalização, empoderou algo bem peculiar, a busca ou fortalecimento das relações. Talvez algo tão específico possa representar o tamanho da nossa carência e necessidade de conviver próximo de mais pessoas.
Vou citar aqui algumas questões que podem justificar o motivo do afastamento de alguns sujeitos ou favorecer a compreensão de porquê muitas vezes não conseguimos nos sentir amados, pois caso fosse focado em pontos positivos por uma tendência cultural talvez nos identificássemos de maneira superficial, pois dificilmente percebemos nossos próprios erros, sendo assim não geraria reflexões profundas e produtivas. Sem ter a intenção de simplificar aquilo que é complexo vou apresentar duas de muitas características que podem validar tal circunstância.
Terceirização da culpa - infelizmente mesmo com a certeza de que somos humanos, ou seja, falhos, demonstramos de diversas formas a dificuldade de assumir responsabilidades, situações corriqueiras como: o carro estragou porque você não levou para a manutenção, ou você fica passando por ruas cheias de buracos em alta velocidade, podem se fazer presentes em nosso cotidiano, o que de maneira sutil pode gerar desgastes em qualquer forma de vínculo afetivo.
Tirar proveito - devido a fortes influências culturais no ocidente que traz como base crenças derivadas do capitalismo selvagem, somos ensinados desde muito cedo que o mais importante é vencer na vida e não viver a vida. No entanto, gosto do filosofo oriental Mokidi Okada que simbolicamente apresenta a ideia de que cada dez disputas se torna interessante perder pelo menos nove vezes, pois através da derrota aprendemos, crescemos, evoluímos, e alcançamos a vitória.
Qual conclusão que podemos chegar então? Seria mais fácil amar do que ser amado? Depende, partindo do pressuposto que nossa vida por muitos se resume diante daquilo que construímos, procure ficar atento referente a como você tem se comportado à frente das suas relações antes de cobrar atitudes dos outros, revise as suas, pois como já diria Mahatma Gandhi “Seja você a mudança que espera do mundo”. Portanto Sente e Reflita.
AbdallahNews