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Fazenda Talismã: conheça a propriedade luxuosa do cantor Leonardo que entrou na lista do trabalho escravo

Avaliada em R$ 60 milhões, a principal atividade da fazenda é a pecuária bovina. Além disso, a propriedade ainda tem mansão, cavalos, lago e até igreja.

Fazenda Talismã: conheça a propriedade luxuosa do cantor Leonardo que entrou na lista do trabalho escravo
G1
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Avaliada em R$ 60 milhões, a luxuosa fazenda do cantor Leonardo é uma das propriedades dele incluída na "lista suja" do Governo Federal após seis trabalhadores serem encontrados em situação análoga a escravidão, nesta segunda-feira (7), após fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A Fazenda Talismã fica na cidade de Jussara, na região noroeste de Goiás; conheça mais sobre a propriedade abaixo.

Assessoria do cantor disse que o caso foi julgado e se refere a uma parte da fazenda que estaria arrendada para uma pessoa que estaria realizando o plantio de soja. Disse ainda que o cantor não tinha conhecimento das práticas de trabalho escravo.

Com mil hectares, a principal atividade da fazenda é a pecuária bovina. Nela, vivem mais de 5 mil cabeças de gados, que estão disponíveis para recria, engorda e vendas em leilões. A fazenda recebe o nome Talismã, um dos maiores sucessos da dupla Leandro & Leonardo, de 1990.

A influenciadora e nora do cantor, Virgínia Fonseca, publicou no canal oficial dela no YouTube uma tour para mostrar tudo da fazenda;  "Se a gente for de uma ponta a outra, é uma caminhada", afirma Virgínia sobre o tamanho da propriedade, usada por toda a família e amigos de Leonardo para lazer.

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O local possui uma mansão, quadras esportivas, cavalos, lago, jetski, quadriciclo, igreja, piscina, área de jogos, churrasqueira, curral. "Pessoal aqui joga futvôlei aqui. Tem muitos quartos e aqui é muito confortável e aconchegante. Aqui é muito grande", enfatiza Virgínia durante o tour.

'Lista suja'

 

Segundo documento do Ministério do Trabalho e Emprego as fazendas Lakanka e Talismã, que pertencem a Emival Eterno da Costa (nome verdadeiro de Leonardo) foram alvos de fiscalização entre 18 e 29 de novembro de 2023.

Durante a ação, foram constatadas diversas irregularidades trabalhistas, incluindo a manutenção de trabalhadores em condições análogas à escravidão. Dos 18 trabalhadores encontrados, seis foram resgatados por estarem em condições degradantes, incluindo um adolescente de 17 anos realizando trabalho proibido.

O documento explica que, entre as irregularidades encontradas, estavam a falta de registro formal de empregados, ausência de contratos de trabalho e não anotação nas carteiras de trabalho.

Também foram constatadas condições precárias de alojamento, como falta de instalações sanitárias adequadas, falta de acesso à água potável, alimentação em condições insalubres, na Fazenda Lakanka, e ausência de equipamentos de proteção individual (EPIs) na Fazenda Talismã.

Segundo documento do Governo Federal, os trabalhadores viviam em uma casa abandonada, improvisando locais para dormir, com telhado danificado, infestação de morcegos e más condições de higiene e segurança.

O valor das rescisões pagas aos trabalhadores resgatados foi de R$ 39.157,50, e o valor do dano moral individual estabelecido foi de R$ 225 mil. Mas o documento não detalha valores específicos de multas aplicadas por cada infração.

Defesa diz que cantor ‘não era responsável’ por trabalhadores

 

Leonardo, por meio de sua assessoria e defesa, nega envolvimento com o casoPedro Vaz, advogado do cantor Leonardo, falou que a situação causa estranheza porque, desde 22 de agosto de 2022, a área em questão está arrendada para o cultivo de soja, não sendo, portanto, de responsabilidade de Leonardo a gestão dos funcionários envolvidos.

Segundo a defesa do cantor, quando o Ministério Público do Trabalho se manifestou, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado, e "todos os problemas foram resolvidos", mesmo sem serem de responsabilidade direta de Leonardo, dado o arrendamento da fazenda.

Também de acordo com o advogado, as indenizações devidas foram pagas, e o acordo proposto pelo Ministério Público foi aceito, resultando no arquivamento dos processos.

"Como a matrícula estava em nome do Leonardo, o Ministério Público do Trabalho propôs a ação. Na audiência, a gente apresentou o contrato de arrendamento e aí tudo foi esclarecido, mas pra que evitasse qualquer tipo de problema, nós pagamos todas as verbas indenizatórias naquele momento mesmo e tudo ficou sanado", afirmou o advogado.

A defesa informou que "estão sendo tomadas as medidas necessárias para remover o nome de Leonardo da lista mencionada".

No mesmo dia em que a lista foi atualizada com seu nome, Leonardo usou as redes sociais para se manifestar sobre o assunto. O cantor lamentou a situação dizendo que não sabia do que estava acontecendo, já que arrendou a terra. Ele também reforçou que 'jamais faria isso'.

 

"Gente, eu já plantei tomate, eu sei como é que é. A vida é difícil lá. Eu, do meu coração, jamais, jamais faria isso. Então, eu acho que há um equívoco muito grande sobre a minha pessoa. Eu não me misturo, eu não me misturo nessa lista aí que eles fizeram aí de trabalho escravo", afirmou.
FONTE/CRÉDITOS: G1
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