No fim da tarde deste sábado dia 29, por volta das 17h, a Defesa Civil de Iporã foi acionada por populares após um incêndio ser registrado na Estrada Xuxa, no distrito de Nova Santa Helena, próximo à ponte do Rio Sarandi, mais uma vez, o fogo chamou a atenção e trouxe junto um alerta que precisa ser levado a sério, as queimadas continuam sendo uma preocupação para moradores, equipes de emergência e órgãos ambientais, principalmente porque, em poucos minutos, uma situação aparentemente simples pode tomar proporções muito maiores.
Colocar fogo em lixo, mato ou vegetação não é uma atitude inofensiva, muitas vezes, a pessoa acredita que vai acender o fogo, esperar alguns minutos e controlar tudo. Só que o fogo não entende de limites, uma mudança repentina no vento, uma área de vegetação seca ou até mesmo uma pequena faísca carregada para outro ponto podem fazer as chamas avançarem rapidamente.
E quando isso acontece, o que começou como uma simples tentativa de "limpar o terreno" pode acabar ameaçando propriedades, plantações, animais, estradas e até colocando pessoas em risco, em áreas próximas a rios, matas e rodovias, o cuidado precisa ser ainda maior, o fogo também pode pesar no bolso, além do risco de provocar um incêndio de grandes proporções, quem coloca fogo de maneira irregular também pode ter que responder pelos danos causados.
A legislação ambiental brasileira prevê sanções para diferentes situações envolvendo o uso irregular do fogo, o Instituto Água e Terra (IAT) informa que entre as situações que podem ser denunciadas estão a queima de resíduos a céu aberto e a queima de vegetação nativa, as infrações ambientais são analisadas de acordo com a legislação federal e estadual e, dependendo da situação, da área atingida e dos danos provocados, podem resultar em multas e outras formas de responsabilização.
O Decreto Federal nº 6.514/2008 prevê penalidades para o uso irregular do fogo em áreas agropastoris e também para danos causados à vegetação, em determinadas situações, o valor da multa é calculado de acordo com a área atingida, a legislação também considera infração ambiental a queima de resíduos sólidos ou rejeitos a céu aberto, conforme o artigo 62 do mesmo decreto.
Por isso, aquele pensamento de que "é só um pouco de mato" ou "vou colocar fogo porque é mais fácil" pode acabar trazendo uma dor de cabeça muito maior do que se imaginava, uma pequena chama pode virar um grande problema, o fogo que começa dentro de um terreno não necessariamente fica ali, é justamente isso que a população precisa entender.
Quando as chamas escapam do controle, o problema deixa de ser apenas de quem iniciou a queimada e passa a envolver toda a comunidade, são equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros mobilizadas, veículos deslocados, profissionais trabalhando em meio ao risco e, principalmente, a possibilidade de o incêndio atingir propriedades, plantações, áreas de preservação e animais, a fumaça também pode trazer problemas. Dependendo do local, pode reduzir a visibilidade nas estradas e prejudicar a qualidade do ar, afetando principalmente crianças, idosos e pessoas mais sensíveis.
Em uma região como Iporã, onde áreas rurais, propriedades e comunidades estão próximas umas das outras, uma atitude que parece pequena pode colocar muita gente em perigo.
DENUNCIE !!!
A população também tem um papel importante, o Instituto Água e Terra orienta que crimes e infrações ambientais podem ser denunciados ao órgão ou ao Batalhão de Polícia Ambiental-Força Verde, sempre que possível, é importante informar o local da ocorrência e fornecer detalhes que possam ajudar na identificação do responsável.
E fica o alerta: Antes de riscar o fósforo, pense no tamanho do problema que uma pequena chama pode provocar, fogo não é ferramenta para resolver sujeira, fogo não é brincadeira, e uma queimada que começa pequena pode terminar em uma grande tragédia.
Neste sábado, mais uma vez, a Defesa Civil de Iporã precisou deixar sua rotina para atender uma ocorrência provocada pelo fogo.
AbdallahNews