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Quinta-feira, 22 de Outubro 2026
Policial

“Me senti invadida”: câmera encontrada em banheiro de colégio cívico-militar gera investigação em Cambé

Estudantes relatam falta de informação sobre os equipamentos instalados no banheiro feminino, enquanto a escola afirma que as câmeras monitoravam apenas as entradas. Polícia Civil investiga o caso em Cambé.

“Me senti invadida”: câmera encontrada em banheiro de colégio cívico-militar gera investigação em Cambé
Site G1
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Uma situação que envolve privacidade, segurança e a confiança das famílias na escola está sendo investigada, alunos do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, encontraram um equipamento de monitoramento no banheiro feminino na segunda-feira dia 19, o caso provocou preocupação entre estudantes e levantou questionamentos sobre a instalação das câmeras e a possível captação de imagens em um ambiente reservado.

Entre as estudantes que relataram o ocorrido está Alessa Gabriele, que afirmou não ter sido informada de que havia uma câmera no local, segundo ela, os responsáveis pelos alunos também não teriam assinado nenhum termo autorizando esse tipo de monitoramento.

“Eu me senti invadida, porque é o meu corpo que estavam vendo”, relatou a estudante, ela contou que já havia utilizado o banheiro para trocar de roupa e disse que a situação provocou medo e insegurança.

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Equipamento teria sido confundido com sensor de fumaça, de acordo com os relatos registrados no boletim de ocorrência, estudantes conheciam a existência de um dispositivo instalado no banheiro havia aproximadamente três anos, na época, segundo as jovens, a direção teria informado que o equipamento era um sensor de fumaça, utilizado para coibir o uso de cigarros no ambiente.

A situação veio à tona quando uma estudante decidiu observar mais de perto um aparelho instalado na parede, que emitia uma luz vermelha, por trás da proteção plástica, teria sido encontrado um dispositivo de gravação, um aluno também registrou imagens do sistema de monitoramento, mostrando o ambiente do banheiro e os espaços internos, conforme os relatos apresentados à polícia, as estudantes temem que imagens de momentos de intimidade, inclusive durante trocas de roupa, possam ter sido captadas.

As circunstâncias envolvendo o equipamento, seu funcionamento e o eventual registro de imagens estão entre os pontos que precisam ser esclarecidos pelas autoridades.

Colégio nega gravação dentro das cabines, em manifestação encaminhada às famílias, o Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo confirmou a instalação dos equipamentos, mas afirmou que as câmeras estavam direcionadas às portas de entrada dos banheiros masculino e feminino, segundo a instituição, o sistema tinha como finalidade acompanhar os acessos e contribuir para a segurança escolar, sem captar os espaços destinados às necessidades fisiológicas dos estudantes.

A direção também informou que um estudante teria entrado sem autorização na sala dos monitores militares e acessado o computador utilizado pela equipe, registrando uma imagem posteriormente compartilhada, a escola declarou ainda que houve retirada forçada dos equipamentos e informou que adotará as medidas administrativas cabíveis, o colégio reafirmou seu compromisso com a segurança, a dignidade e a privacidade dos alunos, destacando que o monitoramento de salas de aula, corredores e acessos deve respeitar esses direitos.

Secretaria de Educação informa retirada das câmeras, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR), por meio do Núcleo Regional de Educação de Londrina, informou que tomou conhecimento da situação e orientou a direção sobre as providências necessárias.

Segundo a Secretaria, os equipamentos já foram retirados e não há imagens armazenadas relacionadas a eles, uma equipe do Núcleo Regional de Educação deverá realizar uma visita à instituição para verificar a situação e orientar os próximos encaminhamentos, o órgão também ressaltou que o monitoramento nas escolas precisa respeitar integralmente a privacidade, a dignidade e a segurança dos estudantes e de toda a comunidade escolar.

A Polícia Civil do Paraná instaurou um inquérito policial e realiza diligências para apurar os fatos, a investigação deverá esclarecer as circunstâncias da instalação dos equipamentos, a finalidade do sistema, o campo de captação das câmeras e a existência ou não de registros de imagens dos espaços internos do banheiro.

Até que os fatos sejam esclarecidos, é importante distinguir as denúncias apresentadas pelas estudantes, a versão oficial da escola e as informações repassadas pelos órgãos públicos, a confirmação sobre o que efetivamente foi captado pelo equipamento depende da apuração.

O episódio reacende um debate importante sobre os limites do monitoramento em ambientes escolares, a segurança dos estudantes é fundamental, mas precisa caminhar junto com o respeito à intimidade, à dignidade e aos direitos de crianças e adolescentes.

Para as famílias e os alunos, a expectativa agora é que a investigação esclareça o que aconteceu, identifique eventuais responsabilidades e garanta que situações semelhantes não voltem a ocorrer.

FONTE/CRÉDITOS: Site G1, Informações da Polícia Civil do Paraná, Secretaria de Estado da Educação do Paraná e declarações das estudantes e da direção do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, divulgadas pela imprensa.
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