Uma ampla operação denominada Pôr do Sol foi deflagrada nesta terça-feira (20), pelo Núcleo de Cascavel do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), visando desmantelar uma organização criminosa envolvida no transporte interestadual de drogas, na receptação de painéis solares e em operações de lavagem de dinheiro, a investigação culminou na expedição de 43 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, afetando diretamente dois policiais militares da região de Toledo, suspeitos de corrupção para favorecer o grupo.
Os mandados foram cumpridos em diversas localidades, incluindo Toledo, Medianeira e Cascavel, no estado do Paraná, e Várzea Grande, no Mato Grosso, ilustrando a abrangência territorial das operações do grupo criminoso, de acordo com a Promotora de Justiça, Dra. Juliana Vanessa Stofela da Costa, os policiais militares eram supostamente cooptados pela organização com o propósito de evitar diligências que pudessem expor ou comprometer as atividades ilícitas.
A operação revelou a complexidade das operações do grupo, que, segundo as investigações, movimentou mais de R$ 140 milhões em transações financeiras entre janeiro de 2020 e agosto de 2023, esse montante seria oriundo do tráfico de drogas e da venda de itens receptados, como painéis solares roubados em Minas Gerais. A estratégia de lavagem de dinheiro envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, com transferências fracionadas e sucessivas, buscando ocultar a origem ilícita dos valores.
Durante as investigações, que tiveram início em 2022, as autoridades apreenderam 8.456 quilos de substância análoga à maconha, evidenciando a grande escala do tráfico de drogas realizado pelo grupo, além disso, dois integrantes foram presos em flagrante em ações anteriores, reforçando as suspeitas sobre a atuação da organização.
A operação Pôr do Sol também teve como foco o sequestro de bens imóveis, a apreensão de veículos e o bloqueio de ativos financeiros ligados ao grupo, como parte dos esforços para desarticular financeiramente a organização, para a execução dos mandados, o Gaeco contou com o apoio de unidades especializadas da Polícia Militar do Paraná e do Mato Grosso, demonstrando a colaboração interagencial no combate ao crime organizado.
Este caso destaca a importância da vigilância e da ação coordenada entre diferentes forças de segurança na luta contra o crime organizado, especialmente em regiões de fronteira, onde as atividades ilícitas tendem a ser mais intensas devido à facilidade de trânsito entre os estados e países.
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AbdallahNews