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Sábado, 05 de Setembro 2026
Notícias/Policial

Operação mira Policiais Penais e empresários suspeitos de corrupção no Paraná

Ação do Ministério Público cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e investiga suposto esquema de propina em troca de benefícios a presos e fraudes em contratos

Operação mira Policiais Penais e empresários suspeitos de corrupção no Paraná
Divulgação/MPPR
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Uma operação deflagrada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) nesta quinta-feira dia 3, colocou policiais penais e empresários no centro de uma investigação sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo o sistema prisional de Londrina.

Batizada de Operação Profundidade, a ação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão contra seis empresários e oito policiais penais, entre os alvos estão pessoas que já ocuparam posições de destaque na estrutura do Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen), incluindo um ex-diretor-geral e um ex-chefe de Inteligência do órgão.

As ordens judiciais foram autorizadas pela 2ª Vara Criminal de Londrina e têm como objetivo reunir novas provas, identificar a extensão do suposto esquema e esclarecer a origem e o destino dos valores movimentados pelos investigados.

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Investigação aponta suposta cobrança de propina, de acordo com o Ministério Público, as investigações começaram após denúncias anônimas e avançaram a partir da análise de informações obtidas por meio de quebras de sigilo bancário e fiscal.

Uma das principais linhas da investigação aponta que policiais penais teriam recebido propina de pessoas presas em troca da concessão indevida de benefícios durante a execução penal, os investigadores também identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos legais de alguns dos agentes públicos. Segundo o MPPR, também teriam ocorrido repasses considerados injustificados entre investigados e empresas fornecedoras.

Os policiais investigados atuavam ou tiveram ligação com o Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon), o Deppen e o Conselho da Comunidade de Londrina, supostas fraudes em contratos, a investigação também apura uma segunda frente do esquema, relacionada a contratos realizados pelo Conselho da Comunidade de Londrina.

Segundo o Ministério Público, empresas pertencentes a três grupos empresariais teriam sido utilizadas para simular concorrência e direcionar contratos, em contrapartida, os responsáveis pelas empresas teriam realizado pagamentos aos investigados.

Ainda conforme as apurações, parte dos valores teria sido dividida em diversas operações financeiras, uma estratégia conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar a identificação da origem dos recursos e driblar mecanismos de controle.

Dinheiro e equipamentos são apreendidos, durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam equipamentos eletrônicos, documentos e R$ 87,5 mil em dinheiro, desse total, R$ 45 mil foram encontrados na residência de um dos alvos, R$ 24,5 mil na casa de outro investigado e R$ 18 mil na residência de um terceiro.

A operação foi conduzida pelo núcleo de Londrina do Gepatria (Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa), com apoio da Polícia Civil, até o momento da divulgação das informações, uma pessoa havia sido presa em flagrante por porte de arma de fogo, a esposa de um dos agentes públicos apontados pela investigação como principal beneficiário do suposto esquema também é investigada.

As investigações continuam para esclarecer a participação individual de cada envolvido, a dimensão do esquema e o destino dos recursos que teriam sido movimentados, os investigados são considerados suspeitos, e a responsabilidade criminal somente poderá ser definida após o devido processo legal e eventual decisão da Justiça.

FONTE/CRÉDITOS: CNN Brasil
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