O padre Chrystian Shankar, da Diocese de Divinópolis (MG), gerou controvérsia ao publicar, na sexta-feira dia 16/05, uma nota em seu Instagram, com 3,7 milhões de seguidores, recusando-se a realizar batizados ou outros ritos católicos para bebês reborn, bonecos hiper-realistas que imitam recém-nascidos. Segundo o sacerdote, pessoas que solicitam esses ritos devem procurar “psicólogo, psiquiatra ou o fabricante da boneca”.
Na nota, escrita em tom irônico, Shankar lista situações que não atenderá, Batizados para bonecas reborn “recém-nascidas”; Catequese para “mães” de bonecas; Missas de Primeira Comunhão para crianças reborn; Orações de libertação para bonecos “possuídos”; Missas de Sétimo Dia para bonecos que “arriaram a bateria”.
A publicação viralizou, intensificando o debate sobre o uso de bebês reborn, que têm ganhado destaque nas redes sociais por meio de vídeos de pessoas que os tratam como filhos.
A nota dividiu opiniões, parte dos internautas apoiou a posição do padre, considerando os pedidos de sacramentos para bonecos inadequados, outros criticaram o tom, alegando desrespeito a pessoas que usam os bonecos para lidar com questões emocionais, como luto ou infertilidade, donos de bebês reborn têm enfrentado preconceito online, com comentários que questionam sua saúde mental.
Na quinta-feira 15/05, deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais apresentaram três projetos de lei para regulamentar o uso e a comercialização de bebês reborn. As propostas sugerem restrições, como a proibição de bonecos em igrejas e escolas, sob o argumento de que podem causar “perturbação da ordem pública”. Os projetos ainda estão em tramitação e enfrentam oposição de grupos que defendem o uso terapêutico dos bonecos.
Bebês reborn são bonecos artesanais de vinil ou silicone, projetados para parecerem bebês reais, com detalhes como peso e textura de pele. No Brasil, o mercado cresce, com preços entre R$ 500 e R$ 10 mil, embora sejam usados como hobby ou terapia, o tratamento como crianças reais gera debates éticos e psicológicos.
A Diocese de Divinópolis não se pronunciou oficialmente, teólogos afirmam que a Igreja Católica não reconhece objetos inanimados como elegíveis para sacramentos, que são exclusivos para seres humanos.
Psicólogos recomendam que a sociedade evite estigmatizar o uso de bebês reborn e busque compreender as motivações emocionais por trás do apego, que podem estar ligadas a traumas ou necessidades não atendidas.
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AbdallahNews