Sete anos se passaram desde a noite em que o silêncio da cidade de Altônia foi rompido por um crime que chocou não só o município, mas todo o país. Na manhã desta sexta-feira (7), a Polícia Civil do Paraná deflagrou a Operação Miss, resultado de uma investigação minuciosa sobre o duplo homicídio que tirou a vida de Valdir de Brito Feitosa, então com 30 anos, e Bruna Zucco Segantin, de apenas 21 anos, eleita Miss Altônia poucos dias antes de morrer.
A ação, coordenada pela 16ª Delegacia Regional de Polícia de Altônia, com apoio da 5ª Subdivisão de Polícia de Pato Branco, da Delegacia de Palmas e do TIGRE – Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial – resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Palmas (PR), Pato Branco (PR) e Balneário Camboriú (SC).
Bruna, jovem conhecida pela simplicidade e carisma, perdeu a vida por um motivo cruel: estar no lugar errado, com a pessoa errada, na hora errada, segun€qzdo as investigações, Valdir era alvo de um plano de execução ligado à disputa entre facções criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e contrabando na região de fronteira. Bruna foi assassinada apenas por estar ao lado dele.
Os corpos dos dois foram encontrados carbonizados dentro de um veículo incendiado em 22 de março de 2018, a brutalidade do crime e o envolvimento de uma jovem sem qualquer ligação com o mundo do crime causaram indignação e dor à comunidade, a comoção foi ainda maior diante da frieza dos executores, um dos envolvidos, segundo a polícia, chegou a tatuar na mão o rosto de uma mulher em referência macabra à Miss assassinada.
A complexidade da investigação – marcada por pistas destruídas, coações de testemunhas e o uso de pistoleiros de fora do estado – exigiu da polícia anos de dedicação, o suposto mandante do crime, A.D.S., de 39 anos, foi localizado em um apartamento com porta blindada, o que exigiu o uso de explosivos para que os agentes pudessem entrar, ele foi preso sem resistência, assim como M.R.F. (44 anos), P.R.K. (43 anos) e E.R.F. (26 anos).
A operação marca um passo importante na busca por justiça para as famílias de Valdir e Bruna, especialmente para os pais da jovem, que durante todos esses anos clamaram por respostas. “Não queremos vingança, só queremos que não fique impune”, disse a mãe de Bruna, em entrevista à época do crime.
A Operação Miss é mais do que uma resposta policial; é um símbolo de resistência contra o silêncio imposto pelo medo, e de respeito à memória de uma jovem que teve seus sonhos interrompidos de forma cruel.
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AbdallahNews