Sete anos após o crime que abalou Altônia, a Polícia Civil prendeu o último suspeito de participação no assassinato de Bruna Zucco Segatin, de 21 anos, eleita Miss Altônia em 2017, e de Valdir de Brito Feitosa, de 30.
O homem detido é E. L. A., apontado pelas investigações como intermediador entre o mandante e os executores do duplo homicídio. Ele foi preso no domingo (24), em Pato Branco, enquanto visitava a família.
De acordo com o delegado Reginaldo Caetano, E. L. A., estava foragido e foi localizado após uma denúncia anônima. Policiais o encontraram na parte externa de uma residência, no bairro São Cristóvão. Antes de ser encaminhado à prisão, ele passou por atendimento médico por suspeita de princípio de infarto.
A defesa de E. L. A. nega qualquer participação no crime. O advogado Jackson Bahls afirmou que a acusação teria sido feita por um ex-funcionário após desentendimentos. Ele informou que já pediu a revogação da prisão preventiva.
O assassinato aconteceu em março de 2018. Bruna e Valdir foram encontrados carbonizados dentro de uma caminhonete em uma estrada rural de Altônia. Segundo as investigações, Valdir era suspeito de atuar no contrabando de cigarros, e teria sido o alvo principal. Bruna, de acordo com a polícia e o Ministério Público, não tinha envolvimento com crimes e acabou morta por estar ao lado dele no momento da execução.
Na época, o crime provocou grande comoção e medo entre os moradores da cidade.
Em junho deste ano, outros quatro suspeitos já haviam sido presos em uma operação conjunta entre as polícias do Paraná e de Santa Catarina. Entre eles, o homem apontado como mandante, localizado em Balneário Camboriú (SC), em um apartamento com porta blindada.
A investigação aponta que o crime foi motivado por disputas ligadas ao tráfico de drogas e contrabando na região. Para executar o plano, o mandante teria contratado um pistoleiro de Santa Catarina e financiado sua estadia em Altônia até a oportunidade de atacar Valdir.
AbdallahNews
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