Um princípio de incêndio mobilizou a Defesa Civil de Iporã na tarde deste sábado (23), depois que um morador colocou fogo em objetos no fundo do quintal, o que parecia ser uma queima simples se transformou em risco para toda a vizinhança: com os ventos fortes e a vegetação seca, as fagulhas se espalharam rapidamente e chegaram a áreas próximas a residências.
As condições climáticas, marcadas pelo tempo seco e rajadas de vento típicas desta época do ano, favoreceram a propagação das chamas, que avançaram além do esperado. A ação rápida da Defesa Civil, com o apoio de moradores da região, foi essencial para conter o fogo antes que ele atingisse maiores proporções.
Apesar do susto, ninguém ficou ferido, o caso, no entanto, reforça o alerta das autoridades sobre os riscos de queimadas neste período crítico, em que qualquer foco de fogo pode se transformar em um grave incêndio.
Lei proíbe queimadas urbanas
Colocar fogo em lixo doméstico, restos de quintal ou terrenos baldios é considerado crime ambiental, previsto na Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais). O artigo 54 prevê multa e até prisão para quem causar poluição ou colocar em risco a saúde pública.
Além da infração legal, especialistas alertam que os meses de agosto e setembro representam o período de maior risco para queimadas no Paraná, devido ao clima seco e às rajadas de vento que favorecem a propagação do fogo.
Risco coletivo
Segundo a Defesa Civil, ações como a registrada em Iporã podem parecer inofensivas, mas oferecem grande perigo coletivo, fagulhas carregadas pelo vento podem alcançar longas distâncias, colocando em risco casas, áreas de vegetação e até a vida das pessoas.
A orientação é para que a população evite qualquer tipo de queimada e acione os órgãos competentes em caso de focos de incêndio.


AbdallahNews